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sábado, 27 de novembro de 2021

Como Fazer "Crimpar" Cabo de Rede RJ45 - Padrões T586A e T586B - Direto ou Crossover

Fig. 1 - Como Fazer "Crimpar" Cabo de Rede RJ45 - Padrões T586A e T586B - Direto ou Crossover

Olá a Todos!

Os cabos de Rede geralmente tem custos um pouco elevados e os comprimentos pré-fabricados nem sempre são do comprimento de que precisamos. 

Fazer ou Crimpar o seus próprios cabos Ethernet não é difícil, e as ferramentas necessárias, dependendo do modelo, pode ser mais benéficos comprá-las montar os seus próprios cabos de Rede com tamanhos e padrões de sua preferência, de que comprar os cabos pré-fabricados.

Esse é um guia rápido de como Fazer seu próprio Cabo de Rede Ethernet com conectores RJ45 seguindo padrão EIA/TIA de forma rápida e prática, para quem deseja saber mais sobre os Padrões EIA/TIA click no link abaixo.
  • Padrão de Cores Cabo de Rede RJ45 - T568A e T568B - Padrão EIA/TIA
Os Cabos de Rede são peças fundamentais na transmissão de informações entre periféricos de conexões. 

Para se conseguir transmitir essas informações, em sua grande maioria utilizamos o Cabo de Rede com os conectores de Rede, esses conectores são registrados e padronizados como Conector RJ45, que é um tipo padrão de Plugue físico para cabos de rede. 

O que precisaremos

A lista de ferramenta é "Genérica" por obviedade nem todos nós temos as mesmas ferramentas, e podemos improvisar com outros tipos de ferramentas de trabalho que temos disponíveis em nossa bancada.

No entanto para termos uma base, traremos nessa lista as FERRAMENTAS básica necessária para Crimpar o seu Cabo de Rede.
  • Alicate de Crimpar
  • Alicate de Corte "pode ser uma tesoura"

A Figura 2 abaixo, ilustra as duas ferramentas que utilizamos em ao fazer nosso cabo, vale lembrar que o alicate cortador "Pequeno cinza" não é exatamente necessário, se não tiver, podemos utilizar um alicate de corte, um estilete, uma tesoura, o que preferir.

Fig. 2 - Alicate de Crimpar e alicate de corte para cabo de rede

E a segunda lista, são os MATERIAIS que precisaremos para compor, montar, construir o seu próprio cabo de rede, ilustrada na Figura 3 abaixo. 
  • Conector RJ45
  • Cabo de Rede Ethernet Cat-5e, Cat-6, Cat-6a
Fig. 3 - Conector RJ45 e cabo de Rede Ethernet Cat-6

Tipos de Cabos Ethernet

Existem dois tipos de cabos Ethernet que podemos fazer: Direto ou Crossover.

Cabos Ethernet Diretos

Os cabos Ethernet Diretos são os cabos padrão usados ​​para quase todos os fins e são frequentemente chamados de "cabos de remendo". 

Cabos Ethernet Crossover

Cabos de Ethernet Crossover  conectam diretamente um computador ou dispositivo a outro sem passar por um roteador, switch ou hub.

Padrão a ser escolhido

Os dois padrões já mencionados no início desse artigo Padrão EIA/TIA - T568A e T568B, estão disposto na Figura 4 abaixo. E para começarmos, você precisa escolher o padrão que você vai utilizar 

Ambos os padrões trará o mesmos resultados, mas à título de orientação, no nosso País, geralmente utilizamos o padrão Tipo T568A. Então é esse que escolheremos.
Fig. 4 -Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B

Montagem do Cabo 

Cabo Direto "uso padrão"!

  • Corte a camada plástica de proteção que cobre os fios, na extremidade do cabo como demonstrado na Figura 5 abaixo, utilizando o alicate de corte, ou um estilete, uma tesoura ou o que você tiver.

Fig. 5 -Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Desencapando o cabo

  • Desenrole e separe os 4 pares de cores semelhantes como ilustrado na Figura 6 abaixo. Desenrole os pares de cores correspondentes,  empareie os fios seguindo a sequencia do padrão escolhido, alinhe um ao lado do outro.
Fig. 6 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Separando os Pares

  • Agora faça o corte dos fios com aproximadamente 1.5cm de comprimento, essa medida fará com que o cabo seja crimpado e evitar um problema de a crimpagem pegar nos fios, não no cabo, ao encaixar no conector RJ45.

    O alicate de crimpagem já tem um cortador, você pode estar utilizando ele mesmo, como mostrado na Figura 7 abaixo.
Fig. 7 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Cortando os fios à 1.5cm

  • O ideal é deixar todos os fios o mais alinhados possível, ficando assim como ilustrado na Figura 8 abaixo.

    É importante lembrar que devemos seguir a sequencia e não cometer engano quanto aos pares, as vezes as cores se parecem, então fique atento para não comentar engando algum.
Fig. 8 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Alinhando a sequência de cores

  • Cuidadosamente encaixe os 4 pares de fios no conector, seguindo a sequencia escolhida na Figura 4.

    Verifique a posição da capa plástica, ela deve ficar no ponto onde será crimpado, e também deve-se ficar atento para o encaixe dos fios até o final do conector, como mostrado na Figura 9 abaixo.

    Note também que a capa cinza que cobre todo os fios está exatamente na aleta do plug RJ45 que na hora de crimpar ele também prende o cabo para não ficar puxando os fios, e com um tempo os fios dão defeitos, pois ficam folgados e dão mal contato.
Fig. 9 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Encaixando o cabo de rede no conector

  • Depois de tudo alinhado, coloque o Conector RJ45 com o cabo dentro, com cuidado para não soltar ou folgar, no Alicate Crimpador, como ilustrado na Figura 10 abaixo.
Fig. 10 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Crimpando o cabo de rede

  • Repare como fica o outro lado do Alicate Crimpador com o conector RJ45, depois de alinhado corretamente, é só apertar até o fim, dependendo do alicate, tem uns que dão un "click", para indicar que foi feito a crimpagem.
Fig. 11 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Crimpando o cabo de rede

Pronto!!! Você acaba de concluir um dos lados do cabo, para fazer o outro, é só repetir as mesmas etapas ilustradas acima.

Cabo Crossover

Para se fazer um cabo Crossover "cruzado", é simplesmente fazer-se uma das extremidades do cabo com o padrão Tipo T586A e a outra extremidade do Tipo T586B. Seguindo o mesmos passos ilustrados acima, como ilustrado na Figura 12 abaixo.
Fig. 12 - Crimpar Cabo de Rede - Padrões T586A e T586B - Cabo Crossover


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sábado, 4 de setembro de 2021

O que é IPTV? Como funciona?


Quando se fala de Streaming Online, logo o que se pensa é em IPTV, mas é importante lembrar que mesmo que IPTV use o protocolo de internet IP, ele não se limita a um sistema de transmissão de TV pela internet, ele também é usada para entrega de mídia em redes corporativas e privadas, porém com garantia de qualidade na entrega.

Estamos sendo levados com o impulsionamento das mudanças de paradigma dos modos tradicionais com que são transmitidas, como o sistema de TV a cabo, ou via satélite, para o streaming baseado na Internet, e o IPTV como sistema tem um papel importante a desempenhar nessa fase de transição.

Vamos entender melhor a arquitetura da IPTV, e seu funcionamento mais detalhado para trazer-nos mais clareza sobre os tipos de serviços de IPTV e o futuro da IPTV.

O que é IPTV?

IPTV refere-se a: "Internet Protocol Television" Televisão Por Protocolo de Internet, é um sistema em que o serviço de TV digital é entregue ao cliente "assinante" por meio de tecnologia de protocolo de Internet através de conexão de banda larga na Internet.

E isso é um pouco diferente dos sistemas de vídeo digital que são acessados por milhões de usuários em todo mundo em sites ou mesmos em aplicativos como YouTube, Netflix, Amazon Video, Vimeo etc. 

Também ao contrário da conexão padrão por cabo ou satélite, na IPTV vários aparelhos de TV podem usar uma única assinatura dentro de uma mesma casa e ainda com a vantagem e a conveniência de poder escolherem os programas que desejam assistir quando e onde quiserem, além de sintonizar qualquer programação na TV ao vivo quando transmitido.

Para entender como a IPTV é diferente da TV tradicional, vamos comparar o modo tradicional de assistir TV com a IPTV.

Como IPTV Funciona?

Os consumidores através de seus aparelhos, solicitam ao servidor de streaming, e recebem programas de TV solicitados, e os conteúdos de vídeo por meio de redes baseadas em protocolo da Internet (IP), em vez de cabos ou satélites para os telespectadores. 

Diferente de conteúdos de transmissão em tempo real por cabo ou satélite, que funcionam permitindo que os usuários "sintonizem" um canal específico no seu aparelho e não conseguem pausar, ou vê-lo novamente aquele mesmo conteúdo, o IPTV pode armazenar programas no servidor no final da transmissão, permitindo aos usuários solicitar conteúdo pela Internet a qualquer momento.

IPTV usa uma rede baseada em protocolo da Internet (IP) para fornecer canais de TV aos decodificadores dos usuários. 

As redes de Internet são diferentes das redes de cabo e satélite porque fornecem conteúdo por meio dos mesmos modelos de comunicação cliente-servidor, que usa IP (Internet Protocol), um protocolo de transporte que é um mecanismo de entrega, e utilizam os mesmos processos de e-mail, sites e outros serviços baseados na Internet. 

Quando o espectador faz uma solicitação para um programa no IPTV através do controle, o vídeo solicitado, vem de diferentes fontes (servidores) e é dividido em pacotes de dados através da Internet. 

O servidor de vídeo transmite o programa para o cliente através de conexão com a Internet, que podem trafegar os dados por meio do cabo de fibra óptica, Rede 4G, Redes cabeadas, etc. que recebe a solicitação e, envia o programa de volta ao cliente.

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domingo, 4 de abril de 2021

Classes de Amplificadores - As Principais Características dos Amplificadores de Áudio!

Olá a Todos!!!

Em eletrônica, o amplificador é o dispositivo de circuito mais comumente usado com grandes possibilidades de aplicação. E quem não gosta de um bom amplificador com audio de qualidade e que não nos custe o olho da cara.... 

Para os pré-amplificadores e amplificadores de potência eletrônicos relacionados a áudio, estão dois tipos diferentes de sistemas amplificadores que são usados ​​para propósitos relacionados à amplificação sonora. Mas, além desta finalidade específica da aplicação, existem enormes diferenças em vários tipos de amplificadores, principalmente em amplificadores de potência. 

Então, aqui vamos explorar no mínimo o básico sobre as diferentes classes de amplificadores e desenvolver um pouco mais nossas habilidades no conhecimento.

Classes de amplificadores de potência

Por muito tempo, as únicas classes de amplificadores relevantes para áudio de alta qualidade eram Classe-A e Classe-AB
Isso ocorria porque as válvulas eram os únicos dispositivos ativos, e os amplificadores de válvula Classe-B geravam tanta distorção que mal eram aceitáveis, mesmo para fins de endereçamento público. Todos os amplificadores com pretensões de alta fidelidade operavam em push-pull Classe-A.

Amplificadores Classe-A

Em um amplificador Classe A, a corrente flui continuamente em todos os dispositivos de saída, o que torna a sua eficiência muito baixa, mas quase nenhuma distorção de crossover. 

O amplificador final Classe A é a configuração mais simples e também uma das melhores configurações para reprodução de áudio de alta qualidade e pode ser implementado usando um seguidor de emissor padrão. 

A corrente quiescente através do transistor é igual ao pico da corrente de saída AC, o que significa que o transistor é polarizado no meio de sua faixa de trabalho e simplesmente conduz mais ou menos corrente quando acionado por uma voltagem alternada.

A eficiência de um amplificador classe A é muito baixa: 25% na amplitude máxima de saída e ainda menos em níveis de sinal baixos. A eficiência pode ser melhorada usando um projeto simétrico com 2 transistores, mas mesmo assim a maior eficiência. é 50%, o circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 2 abaixo.
Fig. 2 - Amplificador Classe-A 

Amplificadores Classe-B

A operação de um amplificador de áudio Classe-B usa um par de transistores polarizados de forma que o transistor ativo, conduza em uma das metades da forma de onda, ou seja, meio ciclo da onda, e a outro na outra metade, ou seja, em outro ciclo de onda, que significa que eles conduzem cada um em seu momento um ângulo de 180° que é a metade do ciclo total. 
Estágios de áudio Classe-B podem ter números de eficiência de até 75%, embora às custas de uma distorção um tanto maior do que com um estágio Classe-A usando o mesmo layout. O circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 3 abaixo.

Fig 3 - Amplificador Classe-B

Maior eficiência permite que uma maior potência de saída seja obtida com dissipadores de calor menores, e o uso de feedback negativo pode, com um projeto cuidadoso, reduzir a distorção a níveis desprezíveis. O Classe-B (ou Classe A – B, que usa corrente sem sinal mais alta) é o método de operação preferido para amplificadores com CI em níveis de potência de até cerca de 15 W de saída.

Amplificadores Classe-AB

Os amplificadores Classe-AB, não foram um desenvolvimento de classe, e sim uma combinação de duas classes já existentes, o Classe-A e o Classe-B, que já pudemos estudar acima.
Eles são atualmente os tipos mais comumente usados ​​na grande maioria dos fabricantes de amplificadores de áudio de potência. 

O amplificador Classe-AB é uma variação de um amplificador de Classe-B conforme descrito acima, exceto que ambos os dispositivos podem conduzir ao mesmo tempo em torno do ponto de crossover das formas de onda, eliminando os problemas de distorção de crossover do amplificador de Classe-B anterior.

A Classe-AB é menos linear do que A ou B, os dois transistores têm uma tensão de polarização muito pequena, normalmente de 5 a 10% da corrente quiescente para polarizar os transistores logo acima de seu ponto de corte. 

Então, o dispositivo de condução, seja bipolar ou FET, ficará “LIGADO” por mais de meio ciclo, mas muito menos de um ciclo completo do sinal de entrada. 

Portanto, em um projeto de amplificador de classe-AB, cada um dos transistores em configuração push-pull está conduzindo por um pouco mais do que meio ciclo de condução na classe-B, mas muito menos do que o ciclo completo de condução da classe-A. O circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 4 abaixo.
Fig 4 - Amplificador Classe-AB


Amplificadores Classe-C

As estruturas dos amplificadores Classe-C teem maior eficiência, no entanto, a linearidade são as menores das classes de amplificadores mencionados aqui. As classes anteriores, A, B e AB são consideradas amplificadores lineares, pois a amplitude e fase dos sinais de saída estão linearmente relacionadas à amplitude e fase dos sinais de entrada.

No entanto, o amplificador de classe-C é fortemente polarizado de modo que a corrente de saída seja zero por mais da metade de um ciclo de sinal senoidal de entrada com o transistor ocioso em seu ponto de corte. Em outras palavras, o ângulo de condução do transistor é significativamente menor do que 180 graus e geralmente está em torno da área de 90 grausO circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 5 abaixo.
Fig 5 - Amplificador Classe-C

Embora essa forma de polarização do transistor dê uma eficiência muito melhorada de cerca de 80% ao amplificador, ela introduz uma distorção muito forte do sinal de saída. Portanto, os amplificadores de classe-C não são adequados para uso como amplificadores de áudio.

Devido à sua forte distorção de áudio, os amplificadores classe-C são comumente usados ​​em osciladores de onda senoidal de alta frequência e certos tipos de amplificadores de frequência de rádio, onde os pulsos de corrente produzidos na saída do amplificador podem ser convertidos em ondas senoidais completas de uma determinada frequência pelo uso de circuitos ressonantes LC em seu circuito coletor.

Amplificadores Classe-D

Esses amplificadores alternam continuamente a saída de um ciclo para o outro em uma frequência supersônica, controlando a relação marca/espaço para fornecer uma média que representa o nível instantâneo do sinal de áudio; isso é alternativamente chamado de modulação por largura de pulso (PWM). O circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 6 abaixo.

Fig 6 - Amplificador Classe-D

Grande esforço e engenhosidade foram devotados a essa abordagem, pois a eficiência é em teoria muito alta, mas as dificuldades práticas são graves, especialmente em um mundo de legislação EMC cada vez mais rígida, onde não está claro que uma onda quadrada em 200kHz com alta potencia é um bom lugar para começar. 
A distorção não é inerentemente baixa, e a quantidade de feedback negativo global que pode ser aplicada é severamente limitada pelo pólo devido à frequência efetiva de amostragem direto de feedback

É necessário um filtro passa-baixa de corte nítido entre o amplificador e o alto-falante, para remover a maior parte do RF; isso exigirá pelo menos quatro indutores (para estéreo) e custará dinheiro, mas seu pior recurso é que ele só dará uma resposta de frequência plana em uma impedância de carga específica.

Amplificadores Classe-F

Os amplificadores Classe-F aumentam a eficiência e a saída usando ressonadores harmônicos na rede de saída para moldar a forma de onda de saída em uma onda quadrada. Os amplificadores Classe-F são capazes de altas eficiências de mais de 90% se a sintonia harmônica infinita for usada. O circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 7 abaixo.
Fig. 7 - Amplificador Classe-F

Amplificadores Classe-G

Este conceito foi introduzido pela Hitachi em 1976 com o objetivo de reduzir a dissipação de potência do amplificador. Os sinais musicais têm uma relação de pico/média, passando a maior parte do tempo em níveis baixos, então a dissipação interna é muito reduzida ao correr pelas grade de baixa tensão para saídas pequenas, mudando para grade de correntes mais altas para excursões de maiores potências.

A série básica Classe-G é com duas tensões de alimentação (ou seja, quatro grades de alimentação, como ambas as tensões são ±), a corrente é retirada dos grade de alimentação V1 inferiores sempre que possível; se o sinal exceder V1, TR6 conduz e D3 desliga, de forma que a corrente de saída agora é inteiramente retirada da grade de alimentação V2, com dissipação de energia compartilhada entre TR6 e TR8

O estágio interno TR3, TR4 é normalmente operado na Classe-B, embora AB ou A sejam igualmente viáveis ​​se a polarização do estágio de saída for adequadamente aumentada. Os dispositivos externos estão efetivamente na Classe-C, pois conduzem por menos de 50% do tempo. O circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 8 abaixo.
Fig 8 - Amplificador Classe-G

Em princípio, os movimentos da tensão do coletor nos coletores do dispositivo interno não devem afetar significativamente a tensão de saída, mas na prática o Classe-G é frequentemente considerada como tendo uma linearidade mais pobre do que a Classe-B devido a falhas devido ao armazenamento de carga nos diodos de comutação D3, D4.

Amplificadores Classe-H

O amplificador Classe-H é mais uma vez basicamente Classe-G, mas com um método de aumentar dinamicamente a tensão de alimentação (ao invés de mudar para outro bloco de alimentação) a fim de aumentar a eficiência. O mecanismo usual é uma forma de bootstrapping. A Classe-H é ocasionalmente usada para descrever tecnicamente um nível acima do Classe-G; podemos prescindir melhor o nosso entendimento abordando o assunto dessa maneira.

Amplificadores Classe-I

Os amplificadores Classe-I  teem dois conjuntos de dispositivos de comutação de saída complementares dispostos em uma configuração push-pull paralela com ambos os conjuntos de dispositivos de comutação amostrando a mesma forma de onda de entrada. 

Um dispositivo alterna a metade positiva da forma de onda, enquanto o outro alterna a metade negativa semelhante a um amplificador classe-B
Sem nenhum sinal de entrada for aplicado, ou quando um sinal atinge o ponto de cruzamento zero, os dispositivos de chaveamento são LIGADOS e DESLIGADOS simultaneamente com um ciclo de trabalho PWM de 50% cancelando quaisquer sinais de alta frequência.

Para produzir a metade positiva do sinal de saída, a saída do dispositivo de comutação positiva é aumentada no ciclo de trabalho, enquanto o dispositivo de comutação negativo é diminuído da mesma forma e vice-versa. 

As duas correntes de sinal de comutação são intercaladas na saída, dando ao amplificador classe-I o nome de: “amplificador PWM intercalado” operando em frequências de comutação superiores a 250 kHz.

Amplificadores Classe-S

Amplificador de Classe-S é um amplificador que trabalha em modo de comutação não linear, ele é bastante semelhante ao tipo de operação dos amplificadores classe-D

A Sony desenvolveu sua tecnologia S-Master, em sua tecnologia, a Sony combinou várias técnicas para tornar a configuração de Classe-D adequada para aplicações domésticas de alta fidelidade. Aqui, o processo de conversão do sinal de entrada em um sinal de largura de pulso correspondente é chamado de modulação de comprimento de pulso complementar.

O amplificador classe-S converte sinais de entrada analógicos em pulsos de onda quadrada digital por um modulador delta-sigma e os amplifica para aumentar a potência de saída antes de finalmente ser Demodulado por um filtro passa-banda. O circuito básico ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 9 abaixo.
Fig 9 - Amplificador Classe-S

Como o sinal digital deste amplificador de comutação está sempre totalmente “LIGADO” ou “DESLIGADO(na teoria, dissipação de energia zero), tecnicamente a eficiências desse amplificador chegaria a 100% de eficiência.

Amplificadores Classe-T

Os amplificadores Classe-T são outro tipo de formato de amplificadores de comutação digital. Amplificadores Classe-T estão começando a se tornar mais populares atualmente como um projeto de amplificador de áudio devido à existência de chips de processamento de sinal digital (DSP) e amplificadores de som surround multicanal, pois converte sinais analógicos em sinais modulados por largura de pulso digital (PWM) para amplificação aumentando a eficiência dos amplificadores. 

A empresa Tripath desenvolveu uma técnica que combina a qualidade do sinal de amplificadores classe A e AB com alta eficiência (cerca de 80-90%). Isso é feito usando uma combinação de circuitos analógicos e digitais, juntamente com algoritmos digitais que modulam o sinal de entrada usando uma forma de onda de comutação de alta frequência. O circuito ilustrativo, pode ser visualizado na Figura 10 abaixo, esse foi obtido pelo datasheet do mesmo.

Fig. 10 - Amplificador Classe-T

Os projetos de amplificadores de classe-T combinam os níveis de sinal de baixa distorção do amplificador de classe-A e classe-AB e a eficiência de energia de um amplificador de classe-D.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

O que São Resistores? Como Funcionam? Tipos de Resistores e suas Definições!

Fig. 1 - O que são resistores, como funcionam, tipos de resistores e suas definições

Olá a Todos!!!

No post de hoje, iremos abordar as perguntas mais questionadas sempre em aulas de Introdução a Eletrônica, que leciono, e são exatamente estas questões que irei responder aqui nesse Post, são elas: O que São Resistores? Como eles Funcionam? Quais são, e quantos tipos de Resistores existem, e quais são as suas principais Definições!

O que são Resistores!

Os resistores são componentes elétricos passivos de dois terminais, que criam uma resistência no fluxo da corrente elétrica em um circuito elétrico, por suas características, eles são bastantes empregados em circuitos que necessitem: Delimitação de corrente elétrica, divisores de tensão, geradores de calor, etc.

Para entender o seu funcionamento, é necessário compreender os conceitos básicos dos materiais condutores e os isolantes que basicamente só existem dois tipos, e são eles:
  • Isolantes Elétricos: São materiais onde a passagem de cargas elétricas sofrem uma grande dificuldades no seu deslocamento. Alguns exemplos podem ser vistos abaixo:
    • Plástico, Vidro, Madeira, Papel, Borracha, Cerâmica, etc.

  • Condutores Elétrico: São materiais onde a passagem de cargas elétricas se deslocam com maior facilidade. Alguns exemplos podem ser vistos abaixo:
    • Metais (cobre, ferro, alumínio etc), Gases Ionizados, Soluções Eletrolíticas

Como eles Funcionam?

Na eletrônica, os resistores basicamente tem uma função de trabalho específico, limitar uma corrente que flui através de um circuito elétrico. A sua resistência é medida em ohms e o seu símbolo padrão é "Ωpadronizada pelo Sistema Internacional de Unidades (SI).

Medições

Para um resistor com a medida de 1Ω "1 ohmsé mesurada quando uma corrente de 1A "1 Ampere", passa através de um resistor com uma queda de tensão de 1V "1 Voltes" em seus terminais. 

A medida da corrente é proporcional à tensão nas extremidades do terminal, e essa proporção é calculada através da formula consolidada e bastante conhecida, lei de OhmR = V / I
Onde: 
  • R = A resistência
  • V = A tensão
  • I = A corrente

Tipos de Resistores

Existem diversos tipos diferentes de resistores, tais como os resistores PTH, "Pin Through Hole" (Fixar Através do Furo) que são bastante conhecidos como Resistores Axial, que possuem dois terminais, um de cada lado, e Resistores Radial que teem dois terminais do mesmo lado. 

Temos também os resistores SMD "Surface Mount Device" (Dispositivo de Montagem Superficial), os resistores SMT "Surface Mount Technology" (Tecnologia de Montagem Superficial) e os SMC "Surface Mount Component" (Componentes de Montagem Superficial), que são resistores extremamente pequenos com os terminais unificados ao próprio corpo que são soldados na superfície da ilha da PCI "Placa de Circuito Impresso".

Os resistores podem ser do tipo fixos ou do tipo variáveis. Neste último caso, são chamados de Potenciômetros, Reostatos e Trimpots. O valor nominal em ohms é alterado ao girarmos o eixo central, ou deslizarmos através de uma alavanca vertical. 

Existe ainda duas vertentes nos potenciômetros que diferem uma da outra em aspecto de funcionamento de sua resistência, que serão melhor explanado na categoria abaixo.

Os resistores normalmente são divididos em CLASSES de construção e tipos de materiais. Iremos abordar aqui os tipos de resistores mais conhecidos, agregadas as 3 classes de resistores:
  • Resistores Fixos
    • Resistor de Filme de Carbono - Padrão 5% de tolerância
    • Resistor de Filme Metálico - Padrão de precisão 1% de tolerância
    • Resistor de Fio - Resistores de alta Potência 

  • Resistores Variáveis
    • Potenciômetro
    • Trimpot
    • Reostato

  • Resistores que dependem de condições físicas
    • Varistor (VDR) - Muda de acordo com a tensão
    • Foto-Resistor (LDR) - Muda de acordo com o nível de luz
    • Thermistor (NTC e PTC) - Muda de acordo com a temperatura
Para a classe de Resistores Fixos, podemos destacar os 3 tipos de resistores mais conhecidos e utilizados em diversos tipos de projetos de Eletrônica e Elétrica

Resistor de Filme de Carbono

Os resistores de Filme de Carbono são os tipos de resistores mais comuns como ilustrado na Figura 2 abaixo, eles são resistores de uso geral, são baratos e fácies de serem encontrados no mercado, e são imprescindivelmente utilizados em sua grande maioria nos circuitos eletrônicos

Seu elemento resistivo é fabricado à partir de uma mistura de pó de carbono ou grafite, e um pó de cerâmica não condutor que unem todos os elementos dentro do encapsulamento.
Fig. 2 - Resistores de Filme de Carbono

E são exatamente essas misturas entre o pó de carbono e a cerâmica, que determinam os valores resistivos gerais da resistência, a proporção dessas misturas são; quanto mais carbono, menor será a resistência. 

A modelagem é feita em forma cilíndrica com pedaços de fios condutores fixados em cada lado do resistor para permitir a condução elétrica limitado a sua resistência antes de serem revestidos com um material isolante externo, e suas marcações são codificadas por cores e indicam o seu valor resistivo em Ω - Ohm, KΩ - Kilo Ohm, MΩ - Mega Ohm.

Você pode se interessar também:
Tabela de Resistores - Leitura de Resistores 4, 5 e 6 Bandas - Faixa - Cores


Os resistores de carbono geralmente teem seus prefixos CR "Carbon Resistor" e são padronizados por séries, conhecido como E-series

A série mais básica dentro da faixa E é a série E3,  para a os resistores de Filme de Carbono, as séries estariam disponíveis apenas nas faixas de tolerância mais baixas, pois seus valores não podem ser garantidos com uma tolerância tão estreita, eles estão disponíveis em encapsulamento E6 com tolerância de ± 20%, E12 com tolerância de ± 10%, e "não muito normal" E24 com tolerância de ± 5%, e sua potência são classificadas com valores entre 0,250W, conhecidos como 1/4 de W, até 5W.

As faixas de valores de resistores padrão da série E, são aceitas internacionalmente e foram adotadas por organizações de padrões internacionais. A EIA (Electrical Industries Association), "Associação de Indústrias Elétricas" com sede na América do Norte, é uma organização que adotou o sistema e, como resultado, as séries de valores de resistores são frequentemente chamadas de valores de resistores padrão EIA.

Resistor de Filme Metálico

Os resistores de Filme Metálico possuem uma fina camada de metal como elemento resistivo em um corpo de cerâmica, cuja determinação da resistência é feita através da largura e da espessura da camada metálica, diferentemente do resistor de carbono, o ruído emitido por este resistor e bem baixo. 

Devido a sua camada ser constituída de Níquel Cromo Ni (NíquelCr (Cromo), garante uma precisão maior nos valores das resistências, e para aplicações especiais também são usadas outras tipos de ligas, como estanho e antimônio, ouro com nitreto de platina e tântalo. Suas tolerâncias são variáveis e dependendo do resistor, eles estão disponíveis com tolerâncias entre; 0,1%, 0,25%, 0,5%, 1% e 2%

E o Coeficiente de Resistência de Temperatura é geralmente entre 50 e 100 ppm / K. A aparência dos resistores de filme de metal é semelhante aos resistores de filme de carbono, como mostrado na Figura 3 abaixo, mas suas propriedades de estabilidade, precisão e confiabilidade são consideravelmente melhores.

Assim como os Resistores de Filme de Carbono, os valores das resistências também são disponibilizados em cores, e é possível identificar a resistência através da tabela de código de cores.
Fig. 3 - Resistores de Filme Metálico

Resistor de Fio

Os Resistores de FIO são componentes elétrico passivo de dois terminais, dotados de diversos modelos e tamanhos, como mostrado na Figura 4 abaixo, que tem a função de limitar ou restringir um fluxo de corrente em um circuito. 

Os resistores de Fio são construídos com um fio metálico condutor de alta resistividade, que geralmente são feitos de um liga como o Ni-Cr (Nicromo) ou também de uma liga chamada manganês (Cobre-Níquel-Manganês), que é então enrolado em torno de um núcleo de material não condutor "Na maioria das vezes são de cerâmica, mas também são fabricados com materiais de Vidro e Plástico de alta Resistência ao calor". 

A resistividade do Resistor de Fio, dependem do material condutor utilizado em sua fabricação, eles podem ser fabricados com muita precisão e suas propriedades resistivas são excelentes trazendo resultados bem precisos, o que faz desse tipo de resistor, mesmo sendo um tipo de resistor muito antigo, mais ainda sim, são bem utilizados nos dias atuais, para aplicações de alta potências. 
Fig. 4 - Resistores de Fio de potência

Padrões para símbolos de resistores

Existem vários tipos de padrões diferentes utilizados para descrição de como os componentes devem ser exibidos. No entanto a organização internacional de padrões elétrico e eletrônico IEC - "International Electrotechnical Commission", publicou o padrão IEC 60617 que é o padrão internacional para esses símbolos eletrônicos que seguimos atualmente, isso para descomplicar a grande demanda de símbolos diferentes, já que no passado muitos países e indústrias costumavam usar seus próprios padrões, o que tornava tudo muito confuso. 

Existe o padrão ANSI qua ainda é muito comum nos Estados Unidos, em software de simulação e em muitos diagramas esquemático, e por serem os padrões mais conhecidos e utilizado atualmente, iremos adotar esses símbolos padrões como mostrado na Figura 5 abaixo. 
Fig. 5 - Padrões Símbolos Resistores  ANSI e IEC

Para a classe de Resistores Variáveis, também podemos destacar os 3 tipos de resistores mais conhecidos e utilizados em diversos tipos de projetos de Eletrônica e Elétrica

Potenciômetro - Linear e Logarítmico

Os potenciômetros, "também conhecido como resistor variável" são dispositivos de 3 terminais cuja sua resistência varia de acordo com um controle manual giratório ou deslizante, que tem umas aletas de contatos deslizante na superfície resistiva que aumenta ou diminui a resistência de acordo com o nível de ajuste feito.

O que faz com que o fluxo de corrente elétrica seja controlado formando um divisor de tensão ajustável, isso quando utilizamos os três terminais, quando utilizados com apenas dois terminais, ele funcionará como um resistor variável ou um reostato. 

Os potenciômetros são normalmente utilizados para controlar dispositivos eletrônicos e elétricos, como controles de volume em equipamentos de áudio, mesa de som, amplificadores, são também utilizados como sensores de posição operados por um mecanismo como joystick.

Como controle de tensão em fontes ajustáveis através de circuitos específicos pois os potenciômetros não são usados para controlar diretamente um circuito de carga, devido a potência dissipada no potenciômetro serem baixas "em sua grande maioria".

Os potenciômetros podem ser de volta simples ou de múltiplas voltas com um elemento helicoidal, e alguns deles são dotados de um display mecânico para monitorar as voltas dada.

Existem ainda, duas vertentes nos potenciômetros que diferem uma da outra em aspecto de funcionamento de sua resistência, são eles os Potenciômetros Lineares que podemos identificar pela letra B que veem impresso antes do código da resistência, ou os Potenciômetros Logarítmico que sempre veem com a letra A antes do código da resistência, como podemos ver na Figura 6 abaixo.

Fig. 6 - Potenciômetros lineares e Logarítmicos

Potenciômetro Linear

Os potenciômetros lineares teem um elemento resistivo de seção transversal constante, resultando em um dispositivo onde a resistência entre o controle deslizante ou transportador do limpador e os terminais, são proporcionais à distância entre eles, dividindo proporcionalmente uma tensão regulada aplicada em sua faixa operacional que fornece uma saída de tensão proporcional à posição do ângulo de rotação do controle deslizante.

Os potenciômetros lineares podem ser utilizados em diversas aplicações e em vários tipos de dispositivos que necessitem de um dispositivo de medição com movimentos lineares, alguns exemplos de aplicações em dispositivos conhecidos que utilizam esse componente:
  • Aplicação Robótica
  • Aplicação Sensor de posição
  • Aplicação dispositivos Médico Hospitalar
  • Aplicação em dispositivos Automobilísticos
  • Aplicação em máquinas agrícolas
  • Aplicação em mesa de iluminações 
  • Aplicação em Laboratórios
  • Aplicação em Processos Industriais, etc...

Potenciômetro logarítmico

Os Potenciômetros Logarítmicos são potenciômetros que mudam a resistência logarítmica conforme você gira o controle deslizante do potenciômetro, ele possui uma polarização embutida no elemento resistivo.

Isso significa que a posição central do potenciômetro não é a metade do valor total do potenciômetro. Isso está em contraste com os potenciômetros lineares, que mudam a resistência linearmente conforme o controle deslizante do potenciômetro é girado.

O elemento resistivo é projetado para seguir um afilamento logarítmico, também conhecido como um expoente matemático ou perfil "quadrado". 

Um potenciômetro logarítmico são fabricados com  material cuja resistividade não são homogêneas, eles variam de uma extremidade à outra, isso resulta em um dispositivo onde a tensão de saída é uma função logarítmica na posição do controle deslizante.

Os potenciômetros Logarítmicos podem ter diversas aplicações em diversos seguimentos, mas, os mais comuns são em aplicações de áudio para ajustar o nível ou volume do som.

O ouvido humano percebe o som de forma logarítmica, isso quer dizer que se fossemos utilizar um potenciômetro linear para controle de volume, as mudanças de volume em nossa percepção não sairiam corretas aos nossos ouvidos. 

O ajuste de um potenciômetro linear cresce muito rapidamente à medida que o potenciômetro é girado de zero.

Os dois padrões mais conhecidos e utilizado no diagrama esquematicamente em um circuito com os Potenciômetrossão representadas pelos símbolos mostrados na Figura 7 abaixo.
Fig. 7 - Padrões Símbolos Potenciômetros ANSI e IEC

Trimpot - Trimmer Potentiometer

A nomenclatura trimpot é uma abreviação de duas palavras "Trimmer Potentiometer" (potenciômetro trimmer) é um pequeno dispositivo de três terminais que é usado para ajustes, sintonia, volume, calibração, divisor de tensão, etc., em circuitos eletrônicos. 

Quando são usados ​​como uma resistência variável, são chamados de resistores de predefinições "Preset". Os trimpots ou presets são normalmente soldados diretamente nas placas de circuito impresso e ajustados usando uma chave de fenda. 

O material utilizado em sua construção como pista resistiva varia, mas o mais comum é a composição de Carbono ou Cermet

Os Trimpots são projetados para ajustes ocasionais e muitas vezes podem alcançar uma alta resolução ao usar parafusos de configuração multi-voltas, eles podem ser usados ​​como substitutos dos potenciômetros, no entanto, deve-se tomar cuidado, pois a vida útil projetada geralmente é de apenas 200 ciclos.

Existem diferentes tipos de trimpots, que utilizam diferentes métodos de construção e montagens, como; sobreposto na PCI, SMD, ou através do orifício PTH, também com orientações de ajustes verticais e horizontais, (topo, lado), e podem ser do tipo uma volta ou do tipo  multi-voltas como ilustrada na Figura 8 abaixo.

Fig 8 - Tipos de Trimpots

Os dois padrões mais conhecidos e utilizado no diagrama esquematicamente em um circuito com os Trimpotssão representadas pelos símbolos mostrados na Figura 8 abaixo.

Fig. 8 - Padrões Símbolos Trimpots ANSI e IEC

Reostato

Os Reostatos são resistores variáveis com dois ou três terminais, sendo um deles o móvel deslizante, utilizado para controlar o fluxo de corrente elétrica aumentando ou diminuindo manualmente a resistência, como podemos ver na Figura 9 abaixo.

Os reostatos são projetados para lidarem em sua grande maioria de aplicação, com níveis mais altos de tensão e corrente, o que os difere dos potenciômetros e os torna ideais para aplicações em diversos tipos de equipamentos comerciais e industriais, como: Motores elétricos, dímeres, bombas, ventiladores, sopradores, equipamentos odontológicos, etc.

Fig. 9 - Tipos de reostatos

Para alcançar essas altas potências, em geral, os reostatos são construídos enrolando-se um fio de Nicromo em torno de um núcleo não condutor "geralmente cerâmica", e o valor final total do reostato, depende da espessura e tamanho do enrolamento feito com o fio de Nicromo enrolado no núcleo. 

Além de suporte para o enrolamento, o núcleo do reostato atua também como material isolante e ainda, devido ao reostato transformar a corrente que circula por ele em calor, o núcleo de cerâmico também exerce a função de dissipação de calor, e por motivos óbvios de semelhança, os reostatos também são conhecidos por resistores de fio variável.

Os dois padrões mais conhecidos e utilizado no diagrama esquematicamente em um circuito com os Reostatossão representadas pelos símbolos mostrados na Figura 10 abaixo.

Fig. 10 - Padrões Símbolos Reostatos ANSI e IEC


Para a classe de Resistores que dependem de condições físicas, podemos destacar os 3 tipos de resistores mais conhecidos e utilizados em diversos tipos de projetos de Eletrônica e Elétrica.

Varistores - Metal Óxido Varistor - MOV

Varistor é um dispositivo não linear, que fornece excelente supressão de tensões transientes, eles são dotados de uma resistência que varia de acordo com a tensão aplicada em seus terminais. O seu nome foi derivada de uma combinação linguística de palavras; “Variando” e “resistor”. 

Eles também são conhecido como VDR - "voltage dependent resistorresistor dependente de voltagem, o tipo e suas aparência variam de fabricante para fabricante, como mostrado na Figura 11, abaixo. 
Fig. 11 - Tipos de Varistores

Os Varistores são projetados para proteger diversos tipos de dispositivos eletrônicos e elementos semicondutores de comutação e picos de raios induzidos.

Eles contém uma massa cerâmica de grãos de óxido de zinco, em uma matriz de outros óxidos de metal (como pequenas quantidades de bismuto, cobalto, manganês) ensanduichada entre duas placas de metais "os eletrodos", e por serem feitos de materiais semicondutor, sua resistência diminui à medida que a voltagem aumenta. Existem dois propósitos principais de funcionamento dos varistores, como: 
  • Dispositivo de proteção: Quando exposto a uma tensão transiente excessiva, ele desvia essa tensão através da sua resistência que baixa a ponto de criar no circuito uma alta corrente, com isso disparando os circuitos de proteção, como os fusível, e não deixando que tensões de picos maiores passem para o resto do circuito. 

  • Elemento de controle ou equilíbrio: Quando exposto a tensão transiente mais alta, ele absorve essa energia e a dissipa como calor, fornecendo condições operacionais ideais  mantendo a tensão a um nível seguro.

Os dois padrões mais conhecidos e utilizado no diagrama esquematicamente em um circuito com os Varistoressão representadas pelos símbolos mostrados na Figura 12 abaixo.

Fig. 12 - Padrões Símbolos Varistores ANSI e IEC

LDR (Light Dependent Resistor)

Os LDRs "light dependent resistor" - Resistor Dependente de Luz, são dispositivos eletrônicos cuja suas resistências variam diacordo com a intensidade luminosa incidida sobre sua superfície, eles também são conhecidos como foto-resistor, fotocélula, fotocondutor. 

Quando um campo luminoso incide sobre a superfície do LDR, a sua resistência muda. A grande maioria dos sensores LDRs teem uma resistência que diminui com o aumento da intensidade da luz incidindo sobre o dispositivo cuja relação entre a luminosidade e a resistência é inversamente proporcional. A resistência típica de um LDR gira em aproximadamente:
  • Com luz incidindo - "Luz do dia" - Resistência aproximadamente 500Ω ~ 5KΩ
  • Sem Luz incidindo - "Escuro" - Resistência aproximadamente 200KΩ ~ 20MΩ
As aplicações dos LDRs são muito abrangente, mas, geralmente eles são usados ​​em circuitos onde é necessário detectar a presença de luz como os utilizados em iluminação Pública nos postes das ruas, em iluminação de Jardim nas casas, em câmeras como ajustadores automáticos do flash, etc... 

Na Figura 13 temos a imagem com alguns tipos de LDRs.

Fig 13 - Foto-resistor LDR - Light Dependent Resistor


Os dois padrões mais conhecidos e utilizado no diagrama esquematicamente em um circuito com os Resistores Dependentes de Luzsão representadas pelos símbolos mostrados na Figura 14 abaixo.
Fig. 14 - Padrões Símbolos LDR- Light Dependent Resistor ANSI e IEC

Termistores - NTC e PTC

Os Termistores são dispositivos passivos cuja resistência varia o seu valor de acordo com a temperatura à qual são submetidas. 

O seu nome foi derivado da combinação de dois termos: “térmico” e “resistor”. Eles são feito de óxidos metálicos, prensado em uma encapsulamento com formato de disco ou com formato cilíndrico e, em seguida, encapsulado com um material impermeável, como epóxi ou vidro. Existem dois tipos de termistores:
  • Coeficiente de Temperatura Negativo: NTC "Negative Temperature Coefficient". Para esse thermistor, quando há um aumento na temperatura, a sua resistência diminui e quando há uma diminuição na sua temperatura, a resistência aumenta. Este tipo de thermistor é o mais usado.

  • Coeficiente de Temperatura Positivo PTC "Positive Temperature Coefficient". Para esse thermistor o seu funcionamento é um pouco diferente. Quando a temperatura aumenta, a resistência também aumenta, e quando a temperatura diminui, a resistência também diminui. Este tipo de thermistor é geralmente usado como fusível.
Os Termistores também são dispostos em diversos tipos de encapsulamentos, isso depende do fabricante, alguns deles são mostrado na Figura 15 logo abaixo. 
Fig. 15 - Tipos de Termistores NTC e PTC

Normalmente, um thermistor atinge alta precisão dentro de uma faixa de temperatura limitada de cerca de 50ºC em torno da temperatura alvo. Este intervalo depende da resistência de base.

Os metais mais usado são a platina, daí as designação Pt100 e Pt1000, quando a sigla vem dotada com o número 100, é porque à temperatura em 0 °C, têm uma resistência de 100ohm, e quando a sigla vem dotada com o número 1000, significa que à temperatura em 0 °C, têm uma resistência de 1000ohm, e ainda existem outros materiais, como o Níquel e seguindo a mesma lógica, Ni100, é para 100ohms em 0°C e Ni1000 é para 1000ohms em 0°C.

Os dois padrões mais conhecidos e utilizado no diagrama esquematicamente em um circuito com os Termistoressão representadas pelos símbolos mostrados na Figura 16 abaixo.
Fig. 16 - Padrões Símbolos Termistores ANSI e IEC

Outros tipos de Resistores 

Ainda existem muitos outros tipos de resistores para diversas aplicações, podemos ainda dizer que são resistores menos comum e conhecidos, mas que desempenham de forma majestosa o seu trabalho, temos como exemplos os:
MDRs "Magnetic Dependent Resistor" - Resistor Dependente de Magnetismo, são resistores cuja resistência elétrica muda quando um campo magnético externo é aplicado.

WDR "Water Dependent Resistor" - Resistor Dependente de água, são resistores cuja resistência elétrica muda quando inside uma certa quantidade de água em seu campo de medição.


E por hoje é só, espero que tenham gostado!!!

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Forte abraço.

Deus vos Abençoe

Shalom