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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Como Alterar fonte de PC ATX 12v para 24v

Fig. 1 - Fonte ATX Power Supply ATX-500W

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Muitos são os casos para querermos fazer uma alteração dessas em uma fonte de PC, até porque as fontes ATX são fácies de encontrar e todo técnico tem uma ou duas fontes dessas em sua sucata.

Com essa alteração podemos facilmente construir uma fonte de bancada, impulsionar motores elétricos, entre tantas outras coisas.

A fonte ATX que utilizarei, é uma de marca GMI Power Supply, modelo ATX500, de 500W de potência.

Você também pode estar interessado!

Seguiremos passo a passo, para facilitar o nosso entendimento!

As observações iniciais será analisar se a mesma está funcionando, pois, não podemos alterar uma coisa que nem mesmo funciona, não é isso?

Para fazer isso, coloque um fio, ou como no meu caso, um pedaço de solda, curto-circuitando no conector os fios: PSON “Fio Verde e o GND “Fio Preto”Como ilustrado na Figura 2 abaixo.
Fig. 2 - Ativando a Fonte ATX externamente PSON e GND

Depois de tudo verificado, como podemos verificar na Figura 3 abaixo, temos a saída da nossa fonte em 12.54V. Funcionando Perfeitamente!
Fig. 3 - Testando a tensão de saída da fonte ATX

VAMOS COMEÇAR!

1° Passo - Temos que identificar o tipo de CI controlador que temos em nossa fonte, em nosso caso o Circuito Integrado é o HS8110. como ilustrado na Figura 4 abaixo.
Fig.4 - Identificação do CI  da fonte ATX - HS8110


O CI da sua fonte pode ser diferente, o que você precisa fazer é olhar o Datasheet dele e identificar os pinos corretos.

2° Passo - Com o Datasheet do HS8110 apresentado na Figura 5, identificaremos sua Pinagem, como podemos observar, temos os pinos de referências do CI: P1, P2 e P3, como entradas:
  • Pino 1 = 3.3V
  • Pino 2 = 5V
  • Pino 3 = 12V.
Fig. 5 - Identificação da Pinagem do CI HS8110

Utilizaremos para essa mudança os pinos 1, 2, e 3, que são os pinos que monitoram as subtensão e sobretensão nesse CI, o Datasheet é bem básico, sem muita informação, por ser uma fonte chinesa, é difícil encontrar o Datasheet do mesmo com mais detalhes, mas realizaremos assim mesmo.
3° Passo - Identifique a saída que vem da bobina da tensão de 3.3V, “no nosso caso” tem um resistor de carga ligado em paralelo na saída. 

Ele irá queimar se não tirar esse pino da bobina, também ele não será necessário, não utilizaremos o mesmo, como efetuamos na Figura 6.abaixo, levantamos o fio que vem da bobina filtro.
Fig. 6 - Identificando e retirando o resistor de Carga

Substitua os capacitores de saída, eles são de 16V, se efetuar a alteração e não substituí-los, eles vão estourar, substitua por um de 36V para suportar a tensão depois da alteração.

4° Passo - Vamos seguir as trilhas e identificar elas no CI, depois podemos soltar os resistores que conectam as saídas de tensão 3.3v, 5v, e 12v, ao CI, e vamos simplesmente, levantá-los, tirando assim as referências do CI, como ilustrado na Figura 7 abaixo.
Fig. 7 - Identificação da Pinagem de referências do CI

ATENÇÃO!

É de suma importância que você tenha um Teste Ant-Curto-Circuito, no nosso caso, temos o bom e velho TESTE EM SÉRIE da Lâmpada incandescente, como mostrada na Figura 8 abaixo. 

Fig. 8 - Ligando a fonte ATX com Segurança

NÃO toque o dissipador de calor do primário da fonte, você poderá sofrer Descarga Elétrica. “DÁ CHOQUE”.

5° Passo - Ligue a fonte com cautela no TESTE EM SÉRIE, e teste a tensão de saída, como podemos observar na imagem, o nosso deu 24.25V sem carga.
Fig.9 - Ligando e testando a tensão de saída 24,25V

6° Passo - Vamos pô uma pequena carga de um motor de 24V e 1.5A, para observarmos a variação.
Lembrando que tiramos todas as referências do CI, então ele está com sua mais alta oscilação, ou seja, gerando o mais rápido possível, no seu máximo, então é normal essa tensão cair quando recebe uma carga.

Como podemos observar na Figura 10 abaixo, tivemos uma queda de tensão de 24.25V para 22.01V. 
O que nos confirma o seu funcionamento para diversos projetos, que não requira uma tensão estabilizada.
Fig. 10 - Ligando uma Carga teste na fonte alterada.

Temos um vídeo no nosso canal do YouTube, que aplicamos várias resistências em paralelo e atingimos 200A, por fração de menos de 1 segundo, como ilustrada na Figura 11 abaixo, é óbvio, pois como sugere o vídeo, é 200A de pico, se fosse para funcionamento não normal não chegaria nem a 50A.
Fig. 11 - Amperímetro marcando 200A de pico <1s

OBS.: obvio também que essa fonte já queimou, os testes foram bastante pesados para esse categoria de fonte, e ela não aguentou. 


Conclusão
Satisfeito com o projeto, por sua simplicidade e pode ser utilizado para vários outros projetos, atendeu satisfatoriamente as expectativas. Sabendo que esse pico de 200A, foi somente por mais ou menos um segundo, e a fonte queimou, o que já era esperado.
No entanto, valeu a pena, já que podemos utilizar com menores correntes que a mesma pode atender perfeitamente uma grande quantidade de projetos.

Para que deseja ver os detalhes da montagem, deixo logo abaixo, o vídeo para vocês entenderem e seguirem o passo a passo.

Pessoal, o trabalho é grande, escrever, montar, testar, elaborar a PCI, armazenar para baixar, tudo isso dá muito trabalho, e não cobramos nada por isso!

Então nos ajude a divulgar nosso trabalho, compartilha nas redes sociais, Facebook, Instagram, nos grupos de WhatsAppuma simples atitude sua, faz com que cresçamos juntos e melhoremos o nosso trabalho!

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Como Funcionam as fontes de alimentação Chaveadas - SMPS - ATX

Fig. 1 - Como Funcionam as fontes de alimentação Chaveadas - SMPS - ATX

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As fontes chaveadas ATX, apresentam algumas características interessantes se comparado com as fontes comutadas padrões SMPS, sigla do Inglês (Switched Mode Power Supply).

Nas fontes ATX, existem tensões de saídas distintas, são eles: +12V, +5V, +3.3V, -12V, -5V e 5VSB. Existem algumas variações nesses tipos de fontes, porém no contexto geral, o padrão é esse.

O modo de funcionamento das SMPS são praticamente os mesmos. Eles controlam a tensão de saída, abrindo e fechando o circuito comutador, de modo a manter pelo tempo de abertura e fechamento deste circuito, ou seja, a largura dos pulsos e suas frequências, para obterem a tensão desejada.

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Existem processos com funções independentes separados para que tudo venha a funcionar harmoniosamente. Então vamos ver o diagrama modular para destrinchar etapas desses processos, para que possamos passo a passo melhor entender. 

Esse é o bloco em módulos dividido por etapas, para melhorar o nosso entendimento.
Fig. 2 - Diagrama de Bloco Fonte de Alimentação Chaveada - SMPS - ATX

Existem 10 etapas básicas para o funcionamento de uma fonte ATX, existem outros módulos subjacentes que estão intrínsecos nas etapas, mas, não vamos entrar tão a fundo, pois ficaria extremamente grande esse Post.

Fizemos também um vídeo explicativo com detalhes que você pode estar conferindo no vídeo em nosso canal do YouTube logo abaixo.

Então vamos entender essas etapas:

1° Etapa – Filtro de Transiente 

É por essa etapa que a tensão vinda da sua rede, seja 110V ou 220V AC deverá entrar, e claro, exite uma chave para comutação da escolha da sua rede de energia. 

Essa tensão passa por uma proteção básica, o fusível, que se por ventura alguma etapa adiante entre em curto, o fusível se abre, evitando estourar tudo pela frente.

Na mesma linha e entrada, em série com todo o circuito, temos o NTC que é uma sigla do inglês (Negative Temperature Coefficient) que em uma tradução livre seria: Coeficiente Negativo de Temperatura.
Fig. 3 - Filtro de Transientes e proteção fonte ATX


Ele é um limitador da corrente de surto, em série com o circuito elétrico, nele o valor da resistência ôhmica diminui à medida que a sua temperatura se eleva, sua resistência inicial é aproximadamente 15 Ohms, o que podemos entender pela lei de Ohms, as vantagens que se tem em usar ele em série, depois que a fonte liga ele baixa sua resistência para aproximadamente 0.5 Ohms.

Também existe, as bobinas filtros contra EMI, essas servem para evitar os ruídos de alta frequência e uma enorme quantidade de harmônicas geradas pelos chaveadores que podem se propagar pela rede elétrica e causar interferências em equipamentos eletrônicos próximos.

Existem ainda dois tipos de capacitores um pouco diferente, utilizados para eliminar ou reduzir dois tipos de ruídos, esses capacitores são denominados CX e CY, ou seja; Capcitores Classe X e Classe Y.

Os capacitores de Classe X - (CX), "que não tem nessa fonte que usamos como modelo", são utilizados para redução do ruído diferencial, são ligados na entrada de alimentação da fonte, ou seja, entre fase-neutro.

Os capacitores de Clasee Y - (CY), são utilizados para redução dos ruídos em modo comum são ligados entre Fase-Ground e Neutro-Groundcada.

2° Etapa temos - Retificação Primária

Nessa etapa encontramos a ponte retificadora, que é formado por uma ponte de diodos, ou por um arranjo de quatro diodos interligados de modo a fazer uma ponte de onda completa, como ilustrado na Figura 4 abaixo.
Fig.4 - Ponte de Retificação Primária fonte ATX

Essa ponte de didodo tem função de fazer a retificação de uma tensão AC senoidal advinda da rede elétrica, ou seja, retificar uma corrente elétrica alternada, para corrente elétrica pulsante.

3° Etapa – Filtragem

Após a retificação, temos um sinal pulsante entregue pela ponte retificadora, é necessário estabilizar essa tensão pulsante e transformar em corrente contúnua CC.
Fig. 5 - Filtragem primária fonte ATX

Os capacitores Eletrolíticos tem a função de armazenar tensão que vem da ponte, que quando essa tensão pulsante está em alta, carrega os capacitores, e quando está em baixa, os capacitores mantém essa tensão descarregando-os lentamente, até que a onda pulsante seja reestabelecida carregando novamente os capacitores, e esse ciclo se repete a todo tempo.

Após essa retificação e filtragem, a tensão se eleva para algo em torno de 300Vcc, que são usados nos chaveadores de potência, essa parte é fundamental para a correta estabilização da fonte principalmente se a sua fonte for de alta potência.

4° Etapa - Chaveadores de Potência

Estes chaveadores podem ser do tipo TJB, Transistores Bipolares de Potência, ou transistores MOSFETs, ou qualquer outro tipo, porém, eles se diferenciam dos transistores comuns, pelo tipo de operação em que esses transistores trabalham, na Figura 6 temos a posição e identificação dos transistores no diagrama esquemático e na fonte real.
Fig. 6 - Chaveadores de potência fonte ATX

Esses transistores chaveadores dissipam menor potência que um transistor comum trabalhando em uma fonte linear, pois eles trabalham como uma chave liga/desliga em altas velocidades, dependendo do projeto da fonte, eles sofrem variações que normalmente estão entre 20Khz a 100kHz, eles são diretamente responsáveis pela tensão de saída, e estabilidade dessa tensão, através dos comandos recebidos pelo Circuito de Controle.

5° Etapa - Transformador de Saída

O transformador é um TRANSFORMADOR CHOPPER de Alta frequência, eles trabalham com Corrente Alternada, ao passar pelos chaveadores a tensão será uma onda quadrada do tipo AC, porém com alta frequência, não com a mesma frequência de 60Hz da tensão de entrada, o transformador principal é mostrado no digrama esquemático e na fonte real ATX na Figura 7 abaixo.
Fig. 7 - Transformador Chopper de Alta Frequência fonte ATX

Os chaveadores trabalham com dois níveis distintos, Alto e Baixo, quando se encontra em nível ALTO, a tensão passa por ele normalmente, fazendo surgir um nível de tensão constante na entrada da bobina do transformador, a ação desses transistores, passam do estado ALTO para BAIXO muito rapidamente.
Isso induzirá nos enrolamentos as tensões necessárias de acordo com o enrolamento e a frequência colocada nesses chaveadores.

6° Etapa - Retificador Rápido

Com a tensão gerada pelos chaveadores em alta frequência, é necessário um diodo que atenda essa demanda, para isso utiliza-se os diodos de alta velocidade chamados DIODOS SCHOTTKY ou diodos de recuperação rápida, como ilustrado na Figura 8 abaixo.
Fig. 8 - DIODOS SCHOTTKY - Diodo de recuperação rápida

Utiliza-se esse tipo de didod devido a frequência elevada que é gerado pelo controle PWM do CI controlador, que fica em torno de 20KHZ À 100KHZ, isso a depender do tipo de fonte, e os diodos comuns não seriam capazes de trabalhar com essas altas frequências.

7° Etapa – Filtros de Saída

Os filtros são parte fundamenteais em uma fonte de alimentação, caso ocorra falhas nessa etapa, grandes problemas ocorrerão no circuito que será alimentado, esse filtro de saída são compostos basicamente por dois conjunto de componentes, como ilustrado na Figura 9 abaixo.
Fig. 9 - Filtros de Saída fonte ATX

O indutor – Esse componente tem a função de eliminar as harmônicas de alta frequências, para que não trafegarem para os equipamentos que irão ser alimentados, pois imaginem vocês, se essas harmônicas passarem para um microcontrolador por exemplo, poderiam ocasionar acionamentos de cargas indevidas e erros de leitura nos processos de controle.

E os Capacitores – São eles que fazem a filtragem e a estabilização da tensão na saída, evitando os ripples e as instabilidades na saída.

8° Etapa - Transformador Driver

O transformador driver nesse caso, é nada mais nada menos que o responsável por trafegar as informações vindas do Circuito Integrado Controlador, através de um conjunto de transistores alimentadores, ele é que habilitam os transistoes chaveadores de potência, como ilustrado na Figura 10 abaixo.
Fig. 10 - Transformador Driver isolador fonte ATX

Esse transformador é responsável pelo isolamento ou desacoplamento elétrico entre primário e secundário, nessa topologia, existe um par de transistores de baixa potência que também chaveiam o Trafo Drive recebendo esses pulsos PWM do CI controlador, e passando essa informação para a etapa de potência que nós já vimos na Etapa 4.

9° Etapa - CI Controlador - Controle PWM

O cérebro de uma fonte chaveada é o seu Circuito Integrado controlador PWM, são Circuitos integrados dedicados, para executarem esse trabalho, como ilustrado na Figura 11 abaixo.

Mas, eles não trabalham só, existe também os sensores de corrente, que também variam de fonte para fonte, mas é muito provável que você irá encontrar na sua fonte o CI TL341, ele tem o aspecto de um transistor, mas, não é um transistor, ele é bem popular por seu custo benefício.
Fig. 11 - Circuito Itegrado Controlador PWM Fonte ATX

Este circuito é ligado a saída da fonte, recebe o Feedback e direciona as informações de tensões para o CI que controla o oscilador que gera um sinal retangular cuja largura do pulso é controlada e enviada para o Trafo Drive que envia esses comandos para a etapa de potência.

Se a potência na saída elevar a tensão tender a cair, o circuito ativa a correção instantânea na largura de pulso dos transistores chaveadores e a tensão mantém estabilizada.

10° Etapa – Fonte primária VSB

VSB – Significa: Voltage Standby, ou seja tensão de espera, tecnicamente é uma fonte que mantem ativa a sua saída, sempre que o cabo de força da fonte estiver conectado à rede elétrica, sua capacidade é de aproximadamente 2 Ampères, e isso depende da potência total da fonte, essa linha de tensão ativa, é para manter os circuito de standby ativos.
Fig. 12 - Fonte Primária VSB +5V 2A

Essa fonte é de extrema necessidade para quando for ativado o botão de ligar a fonte, através do PSON, que é o start da fonte, daí então o oscilador passa a ativar a etapa de potência, essa linha também alimenta o hardware das placas mães para ativação de periféricos via software, teclado, rede e etc..

Pessoal, o trabalho é grande, escrever, montar, testar, elaborar a PCI, armazenar para baixar, tudo isso dá muito trabalho, e não cobramos nada por isso!

Então nos ajude a divulgar nosso trabalho, compartilha nas redes sociais, Facebook, Instagram, nos grupos de WhatsAppuma simples atitude sua, faz com que cresçamos juntos e melhoremos o nosso trabalho!

E por hoje é só, espero que tenham gostado!

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Como Alterar Fonte ATX para 13.6v, 22 Amperes

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Muitos são os casos para querermos fazer uma alteração dessas em uma fonte de PC, até porque as fontes ATX são fácies de encontrar e todo técnico tem uma ou duas fontes dessas em sua sucata.

Você também pode estar interessado!
Com essa alteração podemos facilmente ligar som automotivo com módulos, fazer um carregador para baterias, entre tantas outras coisas.

A fonte ATX que utilizaremos é uma de marca iMicro, modelo PS-350WXMH, com 350W de potência, como demostrada na Figura 1 abaixo.

Fig. 1 - Modificando Fonte ATX PS-350WXMH

Seguiremos passo a passo, para facilitar o nosso entendimento

As observações iniciais será analisar se a mesma está funcionando, pois, não podemos alterar uma coisa que nem mesmo funciona, não é isso?

Para fazer isso, coloque um fio, ou como no meu caso, um pedaço de solda, curto-circuitando o conector com fio PSON "Fio Verde" e o GND "Fio Preto" como demonstrada na Figura 2 abaixo.

Fig. 2 - Ligando a fonte utilizando a conexão PSON e Negativo.

Depois de tudo verificado e se estiver tudo OK!!!!

VAMOS COMEÇAR

1° Passo - Temos que identificar o tipo de CI controlador que temos em nossa fonte, no meu caso é o Circuito Integrado SD6109. Como podemos observar na Figura 3 abaixo.

Fig. 3 - Circuito Integrado Controlador SD6109 Fonte ATX

Noventa por cento das fontes trabalham dessa mesma maneira, se o seu CI for diferente, você precisa  olhar o Datasheet dele e identificar a Pinagem correta do CI.

O Circuito Integrado SD6109 é um CI chinês, por isso foi bastante difícil encontrar o seu Datasheet, o que achamos foi esse que tem poucas informações, mas já dá para trabalhar com ele. O Datasheet apresentado na Figura 4 abaixo, identificaremos sua Pinagem.

Fig. 4 - Datasheet CI SD6109, Identificando os Pinos

Utilizaremos para essa mudança o pino 17, que o pino do amplificador de erro negativo e positivo tendo como referência a tensão de 2.5V, isso nos dá um pequeno range para alterarmos para 13.6V.

Com essa alteração, podemos facilmente, por exemplo, carregar Baterias de carro, de motos, de Nobreak, ligar som automotivo, módulos Automotivos, entre outros.

2° Passo - Precisaremos à princípio de um resistor de 10K (Marro Preto, Laranja, ouro) e um potenciômetro de 10K, no entanto, utilizamos um de 500K, pois no momento da gravação do vídeo, só tínhamos ele disponível, mas você pode estar utilizando um de 47K, 100K ou 250K. 

3° Passo - Faça um arranjo do potenciômetro e o resistor em série como ilustrada na Figura 5 abaixo, soldando um fio na extremidade do Potenciômetro, o resistor no pino central do potenciômetro e m fio no final do resistor, sobrando assim duas pontas.

Fig. 5 - Configurando o Potenciômetro e o Resistor em série

4° Passo -
Identifique o pino 17 “No nosso caso” no nosso CI. Lembre-se que, todos os CI's tem um chanfro para identificar o pino 1, como sugerido na Figura 6 abaixo, da disposição dos pinos do Datasheet.

Após a identificação faça o mesmo com muito cuidado ao virar a placa, devido aos pinos ficarem inversos, identifique na placa e marque com uma caneta marcador, ou um rasgo na trilha, qualquer coisa. Pois, é de suma importância não errar o pino para não dá nada errado no fim da alteração.

Fig. 6 - Pinout do CI SD6109

5° Passo - Solde uma das pontas do arranjo que elaboramos, no negativo da fonte GND e a outra ponta do arranjo, solde no pino 17.

Explicação: O resistor de 10K, serve par aquando você zerar o potenciômetro, não curto-circuitar o pino 17 com o GND, pois irá disparar, e em alguns casos, causar danos ao CI. Após ter soldado, ligaremos, para testar a saída.

ATENÇÃO!

É de suma importância que você tenha um teste ant-curto-circuito, no nosso caso, temos o bom e velho teste em série da Lâmpada incandescente. Temos um Post que fizemos com um teste Série de baixo custo, segue o link:
  • Construindo Teste da Lâmpada em Série Comutável de 50 à 650W
NÃO toque o dissipador de calor do primário da fonte, você poderá sofrer Descarga Elétrica. “DÁ CHOQUE”.

Ligue a fonte com cautela no TESTE EM SÉRIE, e teste a tensão de saída, regule para o máximo que você pretender, ou até onde ela vai sem desarmar, depois de setado a tensão confortável para a fonte, vamos para o próximo passo.

Desconecte o cabo de força da tomada, DESLIGUE A ENERGIA, e dessolde os dois fios do arranjo, Resistor e Potenciômetro.

6° Passo - Com o multímetro, veja a resistência do arranjo em série, potenciômetro e resistor, no nosso caso a resistência ficou em 56,70K, como mostrada na Figura 7 abaixo, para um resistor comercial, podemos colocar um de 56K.

Fig.- Arranjo em série resistor e Potenciômetro com 56,70K 

Como não tenho aqui na bancada esse valor, fiz outro arranjo para ser substituído no lugar do potenciômetro, liguei dois resistores em série, sabemos que quando ligamos dois resistores em série, somamos suas resistências.

Utilizei um que tenho na bancada de 47K + o de 10K, somando 57K, bem próximo ao que medimos no arranjo do potenciômetro e resistor.

Depois coloquei um Termo Retrátil para isolar os dois em série, como sugere a Figura 8 abaixo, e pronto, vamos colocar no lugar do arranjo, ou seja PINO 17, e GND.
Fig. 8 - Arranjo dois resistores em série para conseguir o valor de 56K

OBS: Depois de tudo soldado, observe bem se não em nada em curto, use o multímetro entre o GND e o Pino 17 para ver se a resistência não dá muito baixa, pois poderás ter problemas, nós além do termo retrátil, colocamos fita isolante para garantir a isolação, como mostrado na Figura. 9 abaixo.
Fig. 9 - Soldando os resistores na fonte ATX, entre Pino 7  e GND 


7° Passo - Teste de carga.
Utilizarei uma lâmpada Halogena, de 12V, 55W, pela lei de Ohms, sabemos que P= Potência, V = Volts, I = Corrente.

  • P = V * I
  • I = P / V

  • Então
  • I = 55 / 12

  • Logo
  • I = 4.58A

Ou seja, nossa carga é de 4.58 Amperes. Foto demostrativa da potência da Lâmpada 12V 55W logo abaixo na Figura 10.

Fig. 10 - Lâmpada halogena 12V 55W

Na Figura 11 logo abaixo, podemos observar a tensão sem a carga, no multímetro está marcando 13.65V. 

Fig. 11 - Teste de tensão depois das alterações, antes da carga

Então ligaremos a carga.

Como podemos verificar, na Figura 12 abaixo, tivemos uma queda de tensão de 13.65V para 12.82V, bem como a carga é uma carga resistiva, e essa categoria de lâmpada consome mais do que informa, chegamos a conclusão que vale a pena, pois para carregar uma bateria, o consumo contínuo não vai tão alto assim.

Fig. 12 - Teste de Carga e queda de tensão com Lâmpada halogen

Após vários testes com carregamento de bateria, tivemos um grande sucesso. E sobre o som automotivo, ele sustentou também, sem causar perdas consideráveis. O mudulo que liguei foi um Taramps, 400W RMS, com um Player Pionner.

Conclusão

Satisfeito com o projeto, por sua simplicidade e pode ser utilizado para vários outros projetos, atendeu satisfatoriamente as expectativas.

Para que deseja ver os detalhes da montagem, deixo abaixo o vídeo para vocês entenderem e seguirem o passo a passo.

Pessoal, o trabalho é grande, escrever, montar, testar, elaborar a PCI, armazenar para baixar, tudo isso dá muito trabalho, e não cobramos nada por isso!

Então nos ajude a divulgar nosso trabalho, compartilha nas redes sociais, Facebook, Instagram, nos grupos de WhatsAppuma simples atitude sua, faz com que cresçamos juntos e melhoremos o nosso trabalho!

E por hoje é só, espero que tenham gostado!

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