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terça-feira, 4 de junho de 2019

Fonte Chaveada SMPS simétrica com IR2153 e IRF840 - 2 x 50V 350W + PCI

Fonte Chaveada SMPS simétrica com IR2153  e IRF840 - 2 x 50V 350W + PCI

Olá a todos!!


Hoje nós iremos montar um simples circuito de uma fonte chaveada SMPS, baseado no Circuito Integrado IR2153, que é um controlador PWM com apenas 8 Pinos, que podemos facilmente construir uma fonte chaveada não regulada de boa qualidade para aplicações em projetos simples com um bom desempenho e com baixo custo, nesse modelo a fonte de alimentação é simétrica, e entrega uma potência de 350W.

Etapa de Potência

A etapa de potência é feita através de dois transistores MOSFET tipo N IRF840 que recebe os pulsos PWM do circuito integrado IR2153, esses transistores são bastante populares e de fácil aquisição. A alimentação do CI IR2153 é feita através do resistor de potência de 27K 6W, no encapsulamento interno desse CI, já existe um diodo Zener de 15.6V, porém a corrente é baixa, então cuidado para não colocar o resistor R3 com menor resistência, pois aumentaria a corrente na entrada do CI, e o Zener poderá se romper e consequentemente queimar o CI, uma solução melhorada seria colocar um diodo Zener de 15V para garantir a estabilização da tensão e a proteção do CI.

Se você estiver utilizando o IR2153D, não ha necessidade de se utilizar o diodo D2 que é o FR107 ou BA159,  pois esse CI já tem esse dido internamente, se for o IR2153 "sem a letra D", deixe como está no esquema, "com o diodo D2", 

Filtros de Bloqueio e Proteção

Na entrada do circuito, ha um filtro de EMI e proteção, como podemos verificar no esquemático na figura 2, utilizamos um NTC Termistor para forçar uma queda de corrente de pico quando o capacitor está sendo carregado, essa mesma topologia pode ser encontrado uma fonte de alimentação AT / ATX de computador. 
Figura 2 - Diagrama Esquemático Fonte SMPS Simétrica 2x50V

Enrolando O Trafo 

O transformador TR1 foi pego deu uma fonte de  alimentação ATX de sucata, fizemos o rebobinando do transformador e sua indutância primária ficou em aproximadamente 6,4 mH.
O núcleo do transformador não tem espaço de ar, lembre-se: Alguns Trafo desses tem o Gap de Ar,  "Espaçamento no Gap", se o seu tiver, pegue uma lixa e lixe até consegui igualar os Gap e deixá-los sem espaçamentos.

O enrolamento primário consiste em dar 40 voltas totais de fio de cobre super esmaltado de 0,6 mm, sendo 20 voltas, Center Tape,  mais 20 voltas.

pois podemos implantar na montagem das bobinas utilizando a metade inferior primária original "Trafo de Fonte ATX" sem rebobinar, isola a primeira parte do primário, enrola o secundário com Center Tape, isola o secundário e depois termina o enrolamento do primário novamente. 
Ou seja: 20 voltas, coloque uma camada de isolamento com uma fita de isolamento e enrole o enrolamento secundário, uma vez que o secundário estiver enrolado, isole-o novamente e continue com as 20 voltas restantes sobre ele.
Significa que o enrolamento secundário fica entre as 20 + 20 voltas primárias, como é nos Trafos das fontes ATX, isso ajuda nas atenuação das interferências na saída.
O secundário consiste em um enrolamento de 28 Voltas com Center Tape de fio de cobre super esmaltado 0,6 mm.

O indutor L1 é o mesmo utilizado na fonte ATX, retiramos e não fizemos alteração nenhuma, e os indutores L2 e L3, dos filtros de EMI de saída podem ser enroladas em núcleos toroidais de ferrite. O enrolamento emparelhado deve ser enrolado nos mesmos núcleos toroidais, com as bobinas independentes utilizando fio de cobre super esmaltado de 0,6 mm com 25 voltas em cada terminais de alimentação.

Lista de Material
  • CI1 ------------------ Circuito Integrado IR2153
  • Q1, Q2 --------------- Transistores Mosfets IRF840
  • R1, R2 -------------- Resistor 150k - (marrom, verde, amarelo) 
  • R3 ------------------- Resistor 27K 5W – (vermelho, violeta, laranja)
  • R4 ------------------- Resistor 10K – (marrom, preto, laranja)
  • R5, R6 -------------- Resistor 10Ω – (marrom, preto, preto)
  • D1 ------------------  Ponte de Diodos D10SB60 (Ou Equivalente) 
  • D2 ------------------  Diodo Rápido - FR107 ou BA159 (Ou Equivalente)
  • D3 à D6 ------------ Diodos de recuperação rápida MUR460 (Ou Equivalente)
  • C1, C2 -------------- Capacitor Poliéster 470nF - 250Vac
  • C3, C4 -------------- Capacitor eletrolítico 1000uF - 200V
  • C5, C7 -------------- Capacitor eletrolítico 100uF - 25V
  • C6 ------------------- Capacitor Poliéster 470pF
  • C8 ------------------- Capacitor Poliéster 2,2uF - 400V
  • C9, C10 ------------ Capacitor eletrolítico 2200uF - 65V
  • P1 ------------------- Potenciômetro linear ou logarítmico 100kΩ
  • NTC1 --------------- Termistor  5Ω.
  • L1, L2, L3 --------- Indutor *ver texto
  • TR1 ----------------- Transformador *ver texto
  • F1 ------------------- Fusível soldável 5A
  • Outros -------------- Fios, Soldas, Placa, Etc.

Estamos dispondo para Download os materiais necessários para quem deseja montar com a placa sugerida os arquivos em PNG, JPEG, PDF e arquivos Gerber para quem deseja enviar para impressão.
Figura 3 - PCI Placa de Circuito Impresso - Fonte SMPS 2X50V - 350W

Arquivos para Download:



E por hoje é só, espero que tenham gostado!!!

Qualquer dúvida, digita nos comentários que logos estaremos respondendo.

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Forte abraço.

Deus vos Abençoe

Shalom


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

How Switched Mode Power Supply Works - SMPS - ATX

How Switched Mode Power Supply Works - SMPS - ATX

Clique Aqui: Versão em português


ATX Switched-Mode Power Supplies have some interesting features when compared to standard Switched Mode Power Supply (SMPS).

In the ATX power supply, there are different output voltages: + 12V, + 5V, + 3.3V, -12V, -5V and 5VSB. There are some variations on these types of Power Supply, but in the general context, the pattern is this.


The way SMPS work is pretty much the same.
They control the output voltage by opening and closing the switching circuit so as to maintain the opening and closing time of this circuit, IE the width of the pulses and their frequencies, to obtain the desired voltage.

There are separate processes for everything to work smoothly.

So let's see the modular diagram to unravel steps of these processes, so that we can step by step understand.

This is the block in modules divided by steps, to improve our understanding.



There are 10 basic steps to running an ATX power supply, there are other underlying modules that are intrinsic in the steps, but, we'll not go as deep as it would be extremely great this Blogger, for those who want to watch the explanatory video with details on our channel from YouTube.



So let's understand these steps:


Step 1 - Transient Filter


It is by this stage that the voltage coming from your network, whether 110 or 220V AC should enter.
Transient Filter

This voltage goes through a basic protection, the fuse, that if some step ahead short, the fuse opens, avoiding to burst everything ahead, and in the same line, we have the NTC (Negative Temperature Coefficient), It's a surge current limiter, in series with the electric circuit,

In it the value of ohmic resistance decreases as its temperature rises, its initial resistance is approximately 15 Ohms, which we can understand by the Ohms' law, the advantages one has in using it in series, after the power supply switches it on lowers its resistance to approximately 0.5 Ohms.

EMI filters also exist, these are used to avoid high frequency noise and a huge amount of harmonics generated by the switches that can propagate through the electrical network and cause interference in nearby electronic equipment.

Step 2 - Primary Rectification

Primary Rectification
In this stage we find the rectifier bridge, or an arrangement formed by four common diodes, which has the function of rectifying a full-wave voltage, that is, rectifying an alternating electric current (AC), transforming it into a continuous electric current ( A.D).

Step 3 - Filtration

Filtration
After rectification, the DC signal, Riples (which are small variations, the capacitors are responsible for the filtering and stabilization IE, decrease of these Riples, in the rectified voltage, this voltage rises to something around 300V, which are used in the power switches, this part is fundamental to the correct stabilization of the source especially if its source is of high power.

Step 4 - Power Switches

Power Switches
These switches can be Bipolar Power Transistors such as MOSFETs, or any other type, but they differ from ordinary transistors, by the type of operation in which these transistors work, these switching transistors dissipate less power than a common working transistor in a linear source because they work as a switch on / off at high speeds, depending on the design of the source, they suffer variations that are usually between 20Khz to 100kHz, they are directly responsible for the output voltage, and stability of that voltage, through of the commands received by the Control Circuit.


Step 5 - Output Transformer


Output Transformer
The transformer is a high frequency CHOPPER TRANSFORMER, and they also work with alternating voltage, when passing through the switches the voltage will be a square wave AC type PWM, but with high frequency, not with the same frequency of 60Hz of the input voltage.

The switches work on two different levels, High and Low, when it is HIGH, the voltage goes through it normally, causing a constant voltage level in the input of the coil of the transformer, the action of these transistors, go from HIGH to LOW very quickly.

This will induce the winding to have the necessary voltages according to the winding and frequency placed on these switches.

Step 6 - Fast Rectifier

Fast Rectifier
With the voltage generated by high frequency switches, a diode is needed to meet this demand, so we have the high speed diodes called SCHOTTKY DIODES or fast recovery diodes since ordinary diodes would not be able to work with high frequency voltages .

Step 7 - Output Filters

Output Filters
The inductor - Which has the function of eliminating the high frequency harmonics, so that they do not travel to the equipment that will be fed, for imagine you, if these harmonics pass to a micro-controller for example, could cause undue loads loads and errors of reading in the control processes.

And the Capacitors - They are the ones that filter and stabilize the voltage at the output, avoiding ripples and instabilities at the output.

Step 8 - Driver Transformer

Driver Transformer
The driver transformer in this case is nothing less than the one responsible for traffic the information coming from the Integrated Circuit Controller, and pass these commands to the switches, so as to bring insulation or electrical decoupling between primary and secondary, in this topology there is a pair of transistors that also switch the Transformer Drive to receive these PWM pulses from the driver IC, passing this information to the power step we already saw in Step 4.

Step 9 - PWM control

PWM control
The brain of a switched source is its PWM controller, they are dedicated integrated circuits, to perform that work, but they do not work alone, there are also current sensors, which also vary from source to source, but it is very likely that you will find in its source the TL341 IC, it has the aspect of a transistor, but, it is not a transistor, it is very popular for its cost benefit.

This circuit is connected to the output of the power supply, receives Feedback and directs the voltage information to the IC that controls the oscillator that generates a rectangular signal whose pulse width is controlled and sent to the Transformer Drive that sends these commands to the step of power.

If the power at the output to raise the voltage tends to drop, the circuit activates the instantaneous correction in the pulse width of the switching transistors and the voltage keeps stabilized.

Step 10 – Primary Power Supply VSB

Primary Power Supply VSB
VSB stands for Voltage Standby, which is technically a power supply that keeps its output active, whenever the source power cord is connected to the mains, its capacity is approximately 2 Amps, and this depends on the total power of the source, this active voltage line is to keep the circuit active and is necessary for when the power on button is activated through PSON, which is the start of the power supply, then the oscillator will activate the power line also powers the motherboard hardware to activate peripherals via software, keyboard, network, and so on.

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See you later.


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God bless you.

Shalom

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Como Alterar fonte de PC ATX 12v para 24v

Como alterar uma fonte de computador ATX de 12V para 24V

English Version: Click Here

Muitos são os casos para querermos fazer uma alteração dessas em uma fonte de PC, até porque as fontes ATX são fácies de encontrar e todo técnico tem uma ou duas fontes dessas em sua sucata.

Com essa alteração podemos facilmente construir uma fonte de bancada, impulsionar motores elétricos, entre tantas outras coisas.

A fonte ATX que vou utilizar é uma de marca GMI Power Supply, modelo ATX500, de 500W de potência.

Seguiremos passo a passo, para facilitar o nosso entendimento

As observações iniciais será analisar se a mesma está funcionando, pois não podemos alterar uma coisa que nem mesmo funciona, não é isso?

Para fazer isso, coloque um fio, ou como no meu caso, um pedaço de solda, curto-circuitando o conector com fio PSON "Fio Verde" e o GND "Fio Preto"

Como na imagem ilustrada.
Depois de tudo verificado e se estiver tudo OK!!!!

VAMOS COMEÇAR

1° Passo - Temos que identificar o tipo de CI controlador que temos em nossa fonte, no meu caso o CI é o HS8110.

O seu pode ser diferente, o que você precisa fazer é olhar o datasheet dele e identificar os pinos correto.

2° Passo - Com o datasheet do HS8110 apresentado na imagem, vamos identificar sua pinagem, como ilustrado na foto, como podemos observar, temos os pinos de referências do CI, P1, P2 e P3, como entradas:
Pino 1 = 3.3V
Pino 2 = 5V
Pino 3 = 12V.

Iremos utilizar para essa mudança os pinos 1, 2, e 3, que são os pinos que monitoram as sobtensões e sobretensões nesse CI, no datasheet é bem básico, sem muita informação, por ser uma fonte chinesa, é difícil encontrar o datasheet do mesmo com mais detalhes, mas vamos fazer assim mesmo.
3° Passo - Identifique a saída que vem da bobina da tensão de 3.3V, "no nosso caso" tem um resistor de carga ligado em paralelo na saída, ele irá queimar se não tirar esse pino do bobina, também ele não será necessário, não utilizaremos o mesmo.
Substitua os capacitores de saída, eles são de 16V, se fizer a alteração e não substitui-los, eles vão estourar, substitua por um de 36V para suportar a tensão depois da alteração.

4° Passo - Vamos seguir as trilhas e identificar elas no CI, depois podemos soltar os resistores que conectam as saídas de tensão 3.3v, 5v, e 12v, ao CI, e vamos simplesmente, levantá-los, tirando assim as referências do CI.


ATENÇÃO!!!

É de suma importância que você tenha um teste ant-curto-circuito, no nosso caso, temos o bom e velho TESTE EM SÉRIE da Lâmpada incandescente. 

NÃO toque o dissipador de calor do primário da fonte, você poderá sofre Descarga Elétrica. "DÁ CHOQUE".


5° Passo - Ligue a fonte com cautela no TESTE EM SÉRIE, e teste a tensão de saída, como podemos ver na imagem, o nosso deu 24.25V sem carga.


6° Passo - Vamos pô uma pequena carga de um motor de 24V e 1.5A , para vermos a variação.
Lembrando que tiramos todas as referências do CI, então ele está com sua mais alta oscilação, ou seja, gerando a todo vapor, no seu máximo, então é normal essa tensão cair quando recebe uma carga.

Como podemos ver, tivemos uma queda de tensão de 24.25V para 22.01V
O que nos confirma o seu funcionamento para diversos projetos.

Temos um vídeo no nosso canal do YouTube, que aplicamos várias resistências em paralelo e atingimos 200A, por fração de menos de 1 segundo, é óbvio, pois como sugere o vídeo, é 200A de pico, se fosse para funcionamento não normal não chegaria nem a 50A.

Obvio também que essa fonte já queimou, fui fazer testes mais pesados, e ela não aguentou. 


Conclusão

Satisfeito com o projeto, por sua simplicidade e que pode ser utilizado para vários outros projetos, atendeu satisfatoriamente as expectativas.

Obrigado a todos, qualquer dúvida, deixe nos comentários.

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Para que deseja ver os detalhes da montagem, deixo abaixo o vídeo para vocês entenderem e seguirem o passo a passo.




Obrigado

Deus abençoe a todos

Shalom


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Como Funcionam as fontes de alimentação Chaveadas - SMPS - ATX

Como Funcionam as fontes de alimentação Chaveadas - SMPS - ATX

English version Click here
As fontes chaveadas ATX, apresentam algumas características interessantes se comparado com as fontes comutadas padrões SMPS, sigla do Inglês (Switched Mode Power Supply).

Nas fontes ATX, existem tensões de saídas distintas, são eles: +12V, +5V, +3.3V, -12V, -5V e 5VSB. Existem algumas variações nesses tipos de fontes, porém no contexto geral, o padrão é esse.

O modo de funcionamento das SMPS são praticamente os mesmos.
Eles controlam a tensão de saída, abrindo e fechando o circuito comutador, de modo a manter pelo tempo de abertura e fechamento deste circuito, ou seja, a largura dos pulsos e suas frequências, para obterem a tensão desejada.

Existem processos separados para que tudo venha a funcionar harmoniosamente.
Então vamos ver o diagrama modular para destrinchar etapas desses processos, para que possamos passo a passo entender.

Esse é o bloco em módulos dividido por etapas, para melhorar o nosso entendimento.



Existem 10 etapas básicas para o funcionamento de uma fonte ATX, existem outros módulos subjacentes que estão intrínsecos nas etapas, mas, não vamos entrar tão a fundo, pois ficaria extremamente grande esse Blogger, para quem deseja assistir o vídeo explicativo com detalhes no nosso canal do YouTube.




Então vamos entender essas etapas:


1° Etapa – Filtro de Transiente 


Filtro de Transientes
É por essa etapa que a tensão vinda da sua rede, seja 110 ou 220V AC deverá entrar.
Essa tensão passa por uma proteção básica, o fusível, que se por ventura alguma etapa adiante entre em curto, o fusível se abre, evitando estourar tudo pela frente, e na mesma linha, temos o NTC que é uma sigla do inglês (Negative Temperature Coefficient) que em uma tradução livre seria: Coeficiente Negativo de Temperatura.
Ele é um limitador da corrente de surto, em série com o circuito elétrico,
Nele o valor da resistência ôhmica diminui à medida que a sua temperatura se eleva, sua resistência inicial é aproximadamente 15 Ohms, o que podemos entender pela lei de Ohms, as vantagens que se tem em usar ele em série, depois que a fonte liga ele baixa sua resistência para aproximadamente 0.5 Ohms.
Também existe, as bobinas filtros contra EMI, essas servem para evitar os ruídos de alta frequência e uma enorme quantidade de harmônicas geradas pelos chaveadores que podem se propagar pela rede elétrica e causar interferências em equipamentos eletrônicos próximos.

2° Etapa temos - Retificação Primária


Retificação Primária
Nessa etapa encontramos a ponte retificadora, ou um arranjo formado por quatro diodos comuns, que possui a função de fazer a retificação de uma tensão em onda completa, ou seja, retificar uma corrente elétrica alternada (AC) transformando-a em corrente elétrica contínua (DC).


3° Etapa – Filtragem

Filtragem
Após a retificação, o sinal DC apresenta, Riples (que são pequenas variações, os capacitores são responsáveis pela filtragem e estabilização ou seja, diminuição desses Riples, na tensão retificada, essa tensão se eleva para algo em torno de 300V, que são usados nos chaveadores de potência, essa parte é fundamental para a correta estabilização da fonte principalmente se a sua fonte for de alta potência.

4° Etapa - Chaveadores de Potência

Chaveadores de potência
Estes chaveadores podem ser do tipo Transistores Bipolares de Potência, como os MOSFETs, ou qualquer outro tipo, porém eles se diferenciam dos transistores comuns, pelo tipo de operação em que esses transistores trabalham, esses transistores chaveadores dissipam menor potência de que um transistor comum trabalhando em uma fonte linear, pois eles trabalham como uma chave liga/desliga em altas velocidades, dependendo do projeto da fonte, eles sofrem variações que normalmente estão entre 20Khz a 100kHz, eles são diretamente responsáveis pela tensão de saída, e estabilidade dessa tensão, através dos comandos recebidos pelo Circuito de Controle.


5° Etapa - Transformador de Saída


Transformador de Saída
O transformador é um TRANSFORMADOR CHOPPER de Alta frequência, e eles também trabalham com tensão Alternada, ao passar pelos chaveadores a tensão será uma onda quadrada do tipo AC, porém com alta frequência, não com a mesma frequência de 60Hz da tensão de entrada.
Os chaveadores trabalham com dois níveis distintos, Alto e Baixo, quando se encontra em nível ALTO, a tensão passa por ele normalmente, fazendo surgir um nível de tensão constante na entrada da bobina do transformador, a ação desses transistores, passam do estado ALTO para BAIXO muito rapidamente.
Isso induzirá nos enrolamentos as tensões necessárias de acordo com o enrolamento e a frequência colocada nesses chaveadores.

6° Etapa - Retificador Rápido

Retificador Rápido
Com a tensão gerada pelos chaveadores em alta frequência, é necessário um diodo que atenda essa demanda, por isso temos os diodos de alta velocidade chamados DIODOS SCHOTTKY ou diodos de recuperação rápida, já que diodos comuns não seriam capazes de trabalhar com tensões em alta frequência.

7° Etapa – Filtros de Saída

Os filtros são compostos por dois componentes basicamente.
Filtro de Saída
O indutor – Que tem a função de eliminar as harmônicas de alta frequências, para que não trafegarem para os equipamentos que irão ser alimentados, pois imaginem vocês, se essas harmônicas passarem para um microcontrolador por exemplo, poderiam ocasionar acionamentos de cargas indevidas e erros de leitura nos processos de controle.
E os Capacitores – São eles que fazem a filtragem e a estabilização da tensão na saída, evitando os ripples e as instabilidades na saída.


8° Etapa - Transformador Driver

Transformador Driver
O transformador driver nesse caso é nada mais nada menos que o responsável por trafegar as informações vindas do Circuito Integrado Controlador, e passar esses comandos para os chaveadores, de forma que traga isolação ou desacoplamento elétrico entre primário e secundário, nessa topologia, existe um par de transistores que também chaveiam o Trafo Drive recebendo esses pulsos PWM do CI piloto, e passando essa informação para a etapa de potência que nós já vimos na Etapa 4.

9° etapa - Controle PWM

Controle PWM
O cérebro de uma fonte chaveada é o seu controlador PWM, são Circuitos integrados dedicados, para executarem esse trabalho, mas eles não trabalham só, existe também os sensores de corrente, que também variam de fonte para fonte, mas é muito provável que você irá encontrar na sua fonte o CI TL341, ele tem o aspecto de um transistor, mas, não é um transistor, ele é bem popular por seu custo benefício.
Este circuito é ligado a saída da fonte, recebe o Feedback e direciona as informações de tensões para o CI que controla o oscilador que gera um sinal retangular cuja largura do pulso é controlada e enviada para o Trafo Drive que envia esses comandos para a etapa de potência.
Se a potência na saída elevar a tensão tender a cair, o circuito ativa a correção instantânea na largura de pulso dos transistores chaveadores e a tensão mantém estabilizada.

10° etapa – Fonte primária VSB

Fonte Primária VSB
VSB – Significa: Voltage Standby, ou seja voltagem de espera, tecnicamente seria uma fonte que mantem ativa a sua saída, sempre que o cabo de força da fonte estiver conectado à rede elétrica, sua capacidade é de aproximadamente 2 Ampères, e isso depende da potência total da fonte, essa linha de tensão ativa, é para manter os circuito ativos e é necessário para quando for ativado o botão de ligar a fonte, através do PSON, que é o start da fonte, daí então o oscilador passa a ativar a etapa de potência, essa linha também alimenta o hardware das placas mães para ativar periféricos via software, teclado, rede e etc..

Obrigado a todos!!!
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Abraços.

Deus vos Abençoe.

Como Alterar Fonte ATX para 13.6v, 22 Amperes

Como alterar uma fonte de computador ATX para 13.6V

English Version: Click Here

Muitos são os casos para querermos fazer uma alteração dessas em uma fonte de PC, até porque as fontes ATX são fácies de encontrar e todo técnico tem uma ou duas fontes dessas em sua sucata.

Com essa alteração podemos facilmente ligar som automotivo com módulos, fazer um carregador para baterias, entre tantas outros coisas.


A fonte ATX que vou utilizar é uma de marca iMicro, modelo 
PS-350WXMH, de 350W

de potência.
Seguiremos passo a passo, para facilitar o nosso entendimento

As observações iniciais será analisar se a mesma está funcionando, pois não podemos alterar uma coisa que nem mesmo funciona, não é isso?


Para fazer isso, coloque um fio, ou como no meu caso, um pedaço de solda, curto-circuitando o conector com fio PSON "Fio Verde" e o GND "Fio Preto"

Como na imagem ilustrada.
Depois de tudo verificado e se estiver tudo OK!!!!

VAMOS COMEÇAR


1° Passo - Temos que identificar o tipo de CI controlador que temos em nossa fonte, no meu caso o CI é o SD6109.

O seu pode ser diferente, o que você precisa fazer é olhar o datasheet dele e identificar o pino correto.
O datasheet do SD6109 é o apresentado na imagem, vamos identificar sua pinagem, como ilustrado na foto.


Iremos utilizar para essa mudança o pino 17, que o pino do amplificador de erro negativo e positivo tendo como referência a tensão de 2.5V, isso nos dá um pequeno range para alterarmos para 13.6V, se precisar para uma tensão maior, click nesse link = [Como Alterar fonte de PC ATX 12v para 24v], que lá você terá esse ótimo tutorial passo a passo para fazer essa alteração.

Voltando, o nosso propósito é alterar para podermos por exemplo, carregar uma bateria, ligar som automotivo, módulos de som automotivo entre outros.


2° Passo - Precisaremos à princípio de um resistor de 10K (Marro Preto, Laranja) e um potenciômetro de 500K, se você não tiver de 500K pode colocar um de 100K, ou de 50K ou de 10K, porém o melhor é colocar o maior possível para podermos atingir o maior range possível.


3° Passo - Faça um arranjo do potenciômetro e o resistor em série como na imagem ilustrativa, soldando um fio na extremidade do Potenciômetro, o resistor no pino central do potenciômetro e m fio no final do resistor, sobrando assim duas pontas.


4° Passo - Identifique o pino 17 "No nosso caso" no nosso CI. Lembre-se que, todos os CIs tem um chanfro para identificar o pino 1, como sugerido na imagem da disposição dos pinos do datasheet, após a identificação faça o mesmo com muito cuidado ao virar a placa, devido aos pinos ficarem inversos, identifique na placa e marque com uma caneta marcador, ou um rasgo na trilha, qualquer coisa, pois é de suma importância não errar o pino para não dá nada errado no fim da alteração.

5° Passo - Solde uma das pontas do arranjo que fizemos, no negativo da fonte GND
e a outra ponta do arranjo, solde no pino 17 "como já disse, no nosso caso",
Explicação: O resistor de 10K, serve par aquando você zerar o potenciômetro, não curto-circuitar o pino 17 com o GND, pois irá disparar, e em alguns casos, causar danos ao CI.
Após ter soldado, vamos ligar, para testar a saída.

ATENÇÃO!!!
É de suma importância que você tenha um teste ant-curto-circuito, no nosso caso, temos o bom e velho teste em série da Lâmpada incandescente. NÃO toque o dissipador de calor do primário da fonte, você poderá sofre Descarga Elétrica. "DÁ CHOQUE".

Ligue a fonte com cautela no TESTE EM SÉRIE, e teste a tensão de saída, regule para o máximo que você quer, ou até onde ela vai, depois de setado a tensão confortável para a fonte, vamos para o próximo passo.

Desconecte o cabo de força da tomada, DESLIGUE A ENERGIA, e dessolde os dois fios do arranjo, Resistor e Potenciômetro.

6° Passo - Com o multímetro, veja a resistência do arranjo, no nosso caso a resistência ficou em 56,70K, para um resistor comercial, podemos colocar um de 56K.

Como não tenho aqui na bancada esse valor, fiz outro arranjo para ser substituído no lugar do potenciômetro, liguei dois resistores em série, sabemos que quando ligamos dois resistores em série, somamos suas resistências, utilizei um que tenho na bancada de 47K + o de 10K, somando 57K, bem próximo ao que medimos no arranjo do potenciômetro e resistor.


Depois coloquei um termo-retrátil para isolar os dois em série, e pronto, vamos colocar no lugar do arranjo, ou seja PINO 17, e GND.

OBS: Depois de tudo soldado, observe bem se não em nada em curto, use o multímetro entre o GND e o Pino 17 para ver se a resistência não dá muito baixa, pois poderás ter problemas.


7° Passo - Teste de carga.
Irei utilizar uma lâmpada halogena, de 12V, 55W, pela lei de Ohms, sabemos que
P= Potência
V = Volts
I = Corrente

P = V * I
I = P / V

Então
I = 55 / 12

Logo
I = 4.58A

Ou seja, nossa carga é de 4.58 Amperes.


Podemos observar a tensão sem a carga, no multímetro está marcando 13.65V. 

Vamos ligar a carga.

Como podemos verificar, tivemos uma queda de tensão de 13.65V para 12.82V, bem como a carga é uma carga resistiva, e esse tipo de lâmpada consome mais do que informa, chegamos a conclusão que vale a pena, pois para carregar uma bateria, o consumo contínuo não vai tão alto assim.

Depois de vários testes com carregamento de bateria, tivemos um grande sucesso.
E sobre o som automotivo, ele sustentou também, sem causar perdas considerável.
O mudulo que liguei foi um Taramps, 800W RMS, com um Player Pionner.

Conclusão


Satisfeito com o projeto, por sua simplicidade e que pode ser utilizado para vários outros projetos, atendeu satisfatoriamente as expectativas.

Obrigado a todos, qualquer dúvida, deixe nos comentários.

Se inscreva no nosso Blog!!! Click AQUI!!! 

Para que deseja ver os detalhes da montagem, deixo abaixo o vídeo para vocês entenderem e seguirem o passo a passo.




Deus vos abençoe